segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Jornais do Rio Grande do Norte (Painel do Coronel Paim)

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

De graça, Detran/RN oferece curso de pilotagem consciente



São 170 vagas para motociclistas de Natal e Currais Novos.
Curso faz parte da programação da Semana Nacional de Trânsito.

Do G1 RN
São oferecidas 170 vagas para motociclistas de Natal e Currais Novos (Foto: Detran/Divulgação)São oferecidas 170 vagas para motociclistas de Natal e Currais Novos (Foto: Detran/Divulgação)
O Departamento de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran), em parceria com órgãos públicos, oferece um treinamento de pilotagem consciente em Natal e Currais Novos, no Seridó potiguar. O curso é gratuito e faz parte da programação da Semana Nacional de Trânsito, que acontece de 18 a 25 de setembro.

Na capital potiguar, o curso será realizado nos dias 19, 20 e 21 de setembro no Shopping Via Direta e terá uma carga horária de 4 horas. As inscrições podem ser feitas através deste e-mail. Os participantes podem escolher o horário da manhã ou da tarde. No total, são oferecidas 150 vagas. Ministradas pelo consultor de Trânsito Bernardino Marcelino, as aulas teóricas ocorrerão em uma das salas da Central do Cidadão do shopping, já as práticas serão no estacionamento.

Em Currais Novos, as aulas acontecem a partir das 8h da manhã do próximo dia 24 na unidade do Detran, que fica na Central do Cidadão da cidade. A carga horária será de 8 horas. As inscrições são limitadas a 20 vagas e podem ser feitas na sexta-feira (16), solicitando a ficha pelo e-mail ou presencialmente na Ciretran de Currais Novos. As aulas serão ministradas pelo instrutor de Trânsito Felipe Péricles.

Nas duas cidades, o aluno passará por aulas teóricas e práticas, com direito ao certificado de participação. Os interessados em participar dos cursos precisam trazer a própria moto e possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de categoria A, que credencia o cidadão a pilotar motocicleta, motoneta e ciclomotores.

O treinamento visa repassar por meio da teoria e da prática conhecimentos sobre pilotagem defensiva e preventiva, trânsito e cidadania, noções de mecânica e demonstração do uso correto da moto, como a redução de consumo de combustível, pneus e peças. As aulas de pilotagem consciente são voltadas para quem busca adquirir conhecimento e consciência no trânsito para colocar em prática no dia a dia, com o objetivo de preservar vidas.
Postado por: Carlos PAIM

terça-feira, 19 de julho de 2016

'Seca verde' marca quinto ano seguido de estiagem severa no RN

Fenômeno é caracterizado pela vegetação exuberante apesar da pouca água.

Dos 167 municípios potiguares, 153 estão em emergência por causa da seca.

Anderson Barbosa e Fred CarvalhoDo G1 RN

Na região Oeste potiguar, a ‘seca verde’ apresenta contrastes. De um lado, a robusta e exuberante vegetação da caatinga; do outro, a terra árida e cinzenta em meio ao leito seco dos rios  (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)Na região Oeste potiguar, a ‘seca verde’ apresenta contrastes. De um lado, a robusta e exuberante vegetação da caatinga; do outro, a terra árida e cinzenta em meio ao leito seco dos rios (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
Na música 'Seca Verde', de Dedé Badaró, os cantore Zezé de Camargo e Luciano definem bem o momento pelo qual passa o sertanejo potiguar: “Nessa seca verde mora um povo nobre, morrendo de sede nessa guerra pobre”. Comum no semiárido nordestino, a seca verde caracteriza-se pela exuberância da vegetação em meio a um longo período sem água. Hoje, o fenômeno é o retrato do quinto ano seguido da mais severa estiagem da história do Rio Grande do Norte.
(G1 publica nesta semana uma série de reportagens sobre a mais severa estiagem da história do semiárido potiguar e as consequências da chamada 'seca verde')
Desde 2011 que o homem do campo sofre com a falta de boas precipitações no interior do estado. As chuvas que caíram no início do ano transformaram o cenário acinzentado em verde, mas o que veio do céu não foi suficiente para encher os reservatórios. Resultado: no final de junho, o Ministério da Integração Nacional reconheceu a situação de emergência decretada pelo governo estadual.
Atualmente, a seca afeta 153 dos 167 municípios potiguares. Destes, 14 estão em colapso (quando o companhia de água admite que não há como continuar a abastecer os moradores) e 77 desenvolveram sistemas de rodízio para o abastecimento da população (veja lista completa das cidades no fim desta reportagem).
Ao renovar a situação de emergência por mais 180 dias em março deste ano – a sexta vez seguida desde março de 2013 – o governo do estado ressaltou que a pecuária havia perdido mais de 135 mil cabeças de gado de 2012 a 2015, e que entre 2012 e 2014 houve uma redução de 65,79% na produção de grãos (milho, arroz, feijão e sorgo).
No município de Francisdo Dantas, o agricultor aposentado Francisco Fagundes, de 66 anos, busca água em poços públicos para os afazeres domésticos   (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)No município de Francisdo Dantas, o agricultor aposentado Francisco Fagundes, de 66 anos, busca água em poços públicos para os afazeres domésticos (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
Lata d’água
Entre os dias 3 e 6 deste mês, o G1 foi a 11 cidades do interior potiguar para a ver de perto como o sertanejo, animais e também a vegetação do semiárido vêm resistindo à falta d'água. Em cinco municípios visitados – que atualmente enfrentam colapso no abastecimento – moradores fizeram da busca pelo precioso líquido uma rotina diária.
Aposentado, Jadismar Bento tem 68 anos e mora em Rafael Fernandes. Os efeitos da seca ele sente no bolso. “Todas as manhãs, bem cedo, vou pra rua pegar água no chafariz da prefeitura. Venho pra casa, me sento na calçada, e ligo a bomba para fazer a água subir até a caixa instalada no telhado. Demora mais de meia hora. Faço isso há um ano, que foi quando a água acabou aqui na cidade. Antes, eu pagava R$ 110 de energia, mas agora minha conta está dando mais de R$ 160”, disse.
Paulina Ferreira, de 88 anos, mora na comunidade de Mareta, na zona rural de Rafael Fernandes, no Oeste potiguar. A aposentada não vê a hora de a seca acabar. Para ela, esta é a pior estiagem já vista na região   (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)Paulina Ferreira, de 88 anos, mora na comunidade de Mareta, na zona rural de Rafael Fernandes, no Oeste potiguar. A aposentada não vê a hora de a seca acabar. Para ela, esta é a pior estiagem já vista na região (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
Na comunidade da Mareta, na zona rural do município, a situação é semelhante. Paulina Ferreira tem 88 anos. Também aposentada, ela disse que não precisa sair de casa para buscar água porque tem uma cisterna que é abastecida por caminhões-pipa. Mas, como a água que é trazida pelo Exército não serve para beber, ela precisa gastar com galões de água mineral. “A água que chegava pelas torneiras era boa e eu bebia dela. A que vem de caminhão só presta pra cozinhar, tomar banho e lavar roupa”, reclamou.
A idosa disse ainda que não vê a hora de a seca acabar. Para ela, esta é a pior estiagem já vista na região. "Um sofrimento sem fim. Sem água a gente perde a vontade de fazer as coisas. É muito triste", ressaltou.
 Francisco Fagundes mostra a água amarelada que é servida no chafariz da cidade (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1) (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)Francisco Fagundes mostra a água amarelada que é servida no chafariz da cidade (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1) (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
Em Francisco Dantas, a agonia não é medida apenas pela distância que se percorre ou em quantas viagens é preciso dar para se conseguir água, mas também na qualidade dela. “A água que nós temos é de graça, mas é amarelada e fedorenta. Pra beber não dá. Serve só pra cuidar das coisas de casa”, afirmou o aposentado Francisco Fagundes. Com 66 anos, ele caminha quase 1 quilômetro para chegar até o chafariz público mais próximo de onde mora. “Esse mesmo caminho faço umas dez vezes por dia. É difícil, muito difícil”, acrescentou o agricultor.
A água amarelada que jorra dos chafarizes da cidade tem uma explicação: é barrenta por conta da lama que fica no fundo do poço escavado no leito do Açude da Tesoura. O reservatório secou faz três meses, levou a empresa que abastece a cidade a suspender a cobrança e deixou um prejuízo danado para o comerciante Aldizio Costa, dono do Balneário Pingo D'água. "O nome não poderia ser mais sugestivo neste momento. Afinal, não tem um pingo d'água mesmo", lamentou.
Do alto do trapiche, antes usado para mergulhos, a visão que se tem agora é a do poço que a prefeitura abriu no fundo do Açude da Tesoura (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)Do alto do trapiche, antes usado para mergulhos, a visão que se tem agora é a do poço que a prefeitura abriu no fundo do Açude da Tesoura (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
Do alto do trapiche, antes usado para mergulhos, a visão que se tem agora é a do poço que a prefeitura abriu no fundo do açude. "A água começou a baixar tem quatro anos. No final de março e começo de abril, secou de vez. Os peixes morreram todos. O pescado que eu vendo aqui no balneário vem da Bahia. Nos finais de semana o povo ainda aparece para almoçar, tomar uma cervejinha e ouvir música, mas tá longe de ser como antes, quando isso aqui lotava de gente pra tomar banho no açude. Agora, só resta rezar para que chova logo", destacou.
Guia turístico Alex Nogueira mostra a Cachoeira da Umarizeira, na serra de Martins, região Oeste potiguar, completamente seca. Sem chuva para alimentar córregos e riachos, a queda d’água deixou de existir   (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)Guia turístico Alex Nogueira mostra a
Cachoeira da Umarizeira completamente seca.
Sem chuva para alimentar córregos e riachos,
a queda d’água deixou de existir
(Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
Fim da trilha
A falta de chuvas na região Oeste também castiga os que moram mais perto do céu. EmMartins, cidade serrana acostumada a receber visitantes de todos os cantos, a estiagem também trouxe transtornos e preocupação. Quem vive do turismo que o diga. “Nunca que nós pensávamos em sofrer com a seca desse jeito. Está prejudicando meu trabalho”, reclamou o guia turístico Alex Nogueira, de 21 anos.
Alex começou a fazer passeios pelas trilhas da serra de Martins ainda adolescente, quando havia água em abundância descendo pela montanha.

Era tanta água que fez surgir a Cachoeira da Umarizeira. Do alto da serra até a queda d’água, que tem uns três metros de altura, são quase 30 minutos de caminhada. Para chegar lá, é preciso passar por uma área de mata fechada.

A trilha é estreita e requer equilíbrio e bastante esforço físico. “A gente sua bastante no caminho, mas a recompensa é a melhor parte. A água gelada refresca até a alma”, recordou. Contudo, sem a chuva para alimentar os córregos e riachos da região, a queda d’água deixou de existir.
Apesar da falta de chuvas na região serrana de Martins, no Oeste potiguar, trilha que leva à Cachoeira da Umarizeira mantém a beleza natural da região (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)Trilha que leva à Cachoeira da Umarizeira, em Martins, passa por riachos e córregos agora completamente secos (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
"Sem água, quase ninguém se interessa pela cachoeira. Ainda faço passeios para outros lugares. Tem um roteiro histórico, que passa pelo museu da cidade, e tem a Casa de Pedra, um local que tem cavernas que ainda dá pra levar os visitantes. Mas, para a cachoeira, que era o passeio mais procurado, eu nem indico mais”, afirmou.
“Nos tempos bons, eu fazia até quatro trilhas para a cachoeira por dia. Cada passeio custava até R$ 150 por grupo. Agora, não faço nem dois por semana”, revelou Alex.
No Sítio Arrojado, zona rural de Frutuoso Gomes,  o agricultor Francisco Cosme da Silva, de 67 anos, luta diariamente para tentar tirar da terra o sustento da família. Com a seca prolongada, a plantação de milho mais uma vez foi perdida   (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)No Sítio Arrojado, zona rural de Frutuoso Gomes, o agricultor Francisco Cosme da Silva, de 67 anos, luta diariamente para tentar tirar da terra o sustento da família. Com a seca prolongada, a plantação de milho mais uma vez foi perdida (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
Comércio da seca
O olhar do agricultor Francisco Cosme da Silva, de 67 anos, deixa evidente a frustração com outra colheita perdida. As espigas de milho estão definhadas, ressecadas e com poucos grãos. Enquanto a chuva não chega, o sol castiga e leva embora a economia de meses. O que resta da aposentadoria, é pouco para continuar. Mas é preciso.
“Sou sertanejo. Não vou desistir. Tenho que seguir em frente”. As palavras, que demonstram a persistência do nordestino, são do ‘Velho Chico’, como o idoso é carinhosamente chamado no Sítio Arrojado. A pequena comunidade fica no município de Frutuoso Gomes, onde a estiagem também não perdoa.
Francisco disse que plantou também sementes de feijão, batata doce e jerimum. “No começo do ano eu me animei. Caiu uma água só da boa e eu corri logo pro roçado. Só que a chuva acabou cedo demais. O que caiu não deu pra nada e eu perdi toda a lavoura. Só está dando capim, que serve de comida para os animais. Mas, se não voltar a chover, vai secar também."
Em Frutuoso Gomes, ma região Oeste potiguar, o autônomo Francisco de Assis Carlos, de 40 anos, tornou-se comerciante. Ele vende água em um caminhão adaptado para carregar até 2 mil litros.  (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)Francisco de Assis Carlos tornou-se comerciante. Ele vende água de porta em porta com um caminhão adaptado para carregar até 2 mil litros (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
Mas, também há quem lucre com a falta d’água, como o autônomo Francisco de Assis Carlos, de 40 anos, que mora na área urbana de Frutuoso Gomes. ‘Pau para toda obra’, ele passou a se dedicar exclusivamente ao mercado da seca.
Sobre a carroceria de um velho caminhão, ele adaptou dois reservatórios de mil litros cada e saiu pela cidade vendendo água de porta em porta. “É só ligar que eu vou. Trabalho de domingo a domingo se for preciso. E até agora tem dado certo. Compro os 2 mil litros a R$ 8 em um poço particular e vendo a R$ 40. Faço de seis a oito entregas por dia. Descontando o combustível, fico com R$ 700 livres por mês”, contou.
Água que sai das torneiras da cidade de Almino Afonso, na região Oeste potiguar, vem de poços escavados pelos próprios moradores, e é servida a quem quiser pagar por ela por meio de uma rede encanada independente ao sistema da Caern, companhia estadual re (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)Água que sai das torneiras da cidade de Almino Afonso vem de poços escavados pelos próprios moradores, e é servida a quem quiser pagar por ela por meio de uma rede encanada independente do sistema da Caern (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
Rede paralela
A água que abastece Almino Afonso vem do açude Lauro Maia, localizado no próprio município. Em dezembro do ano passado, já praticamente seco e com a água imprestável, não restou outra coisa para a Companhia de Águas e Esgotos do RN fazer senão suspender o fornecimento à população. E assim foi feito. Contudo, alguns moradores da cidade descobriram que existe bastante água no subsolo e estão se aproveitando disso. Lá, o negócio é vender água encanada. E tem gente se dando bem.
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A água não é potável, mesmo assim ainda é melhor ter como lavar roupas, cozinhar e tomar banho do que não ter água nenhuma pra usar"
Comerciante de Almino Afonso,
que pediu para não ser identificado
Pelo menos 12 pessoas acharam água em suas terras e montaram verdadeiras redes de distribuição. O G1 conversou com algumas, e elas garantem que pelos menos 90% das casas e estabelecimentos da cidade aderiram a estas redes independentes.
“A água não é potável, mesmo assim ainda é melhor ter como lavar roupas, cozinhar e tomar banho do que não ter água nenhuma pra usar”, observou um dos proprietários dos poços. Com um copo de vidro, o comerciante fez questão de mostrar que a água é limpa. “Só não dá pra beber porque é um pouco salgada. Mas, querendo beber, pode beber”, emendou.
Com relação aos poços perfurados em cidades em colapso, a Caern informou que os mesmos não integram o sistema da empresa e que, quando a cidade está em colapso, é porque a companhia já esgotou as possibilidades de abastecimento. “Os poços mencionados devem ter baixa vazão, não sendo viável para o abastecimento e possivelmente apresentam água fora dos padrões”, destacou.
Quem não está preocupado se a água é fornecida de forma legal ou irregular é o servidor público estadual Fracinilson Nunes, de 52 anos. “Instalei o sistema para um desses poços faz quatro meses. É melhor do que ir pegar nos chafarizes da prefeitura. Os canos custaram R$ 120. Agora, é só pagar a mensalidade de R$ 50 e aproveitar a água que vem direto para as nossas torneiras”, celebrou.
Com a seca que assola o RN há cinco anos, animais mortos às margens das rodovias que cortam o estado fazem parte de um cenário desolador  (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)A paisagem mudou do cinza para o verde, mas os animais mortos às margens das rodovias que cortam o estado ainda deixam o cenário desolador (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
Chuvas normais em 2017
O homem do campo pode ficar otimista para 2017? Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), órgão responsável pelas previsões climáticas no estado, a resposta é sim.
Meteorologista da Emparn, Gilmar Bistrot explicou que até o final de 2016 as chuvas continuarão abaixo do normal no litoral. “Em junho, por exemplo, o acumulado foi de 100 milímetros, muito pouco para o período. E isso se repetirá agora em julho, deixando o tempo bastante seco. Já para o interior, cuja seca já está confirmada mesmo, a esperança é mesmo para 2017. O tempo deve começar a melhor ainda em dezembro deste ano, tendo a situação das chuvas normalizada durante todo o ano que vem”, afirmou Bistrot.
O RN possui dois calendários pluviométricos bem distintos. Um deles envolve o litoral Leste, cujo período chuvoso começa em maio e se estende até meados de setembro. Toda a Grande Natalestá nesta área. Já para o semiárido, território que compreende até 97% dos municípios, o período chuvoso é mais curto. Começa ainda no final de dezembro, chega até o início de janeiro e logo é interrompido. Depois, as precipitações voltam no final de fevereiro e seguem até meados de março. É assim todos os anos.
“O problema é quando as chuvas ficam abaixo da média, o que vem acontecendo há cinco anos”, ressalta Mairton França, secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. “Desde que passamos a monitorar as chuvas, há 450 anos, o estado já enfrentou 116 períodos de longas estiagens. Não estamos vivendo a mais longa, mas certamente é a mais severa.”
Municípios em situação de emergência
Acari, Assu, Afonso Bezerra, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Alto dos Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Baraúnas, Barcelona, Bento Fernandes, Bodó, Brejinho, Boa Saúde, Bom Jesus, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo Redondo, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Ceará-Mirim, Cerro-Corá, Coronel Ezequiel, Campo Grande, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Galinhos, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itajá, Itaú, Jaçanã, Jandaíra, Janduís, Japi, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Câmara, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Jundiá, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Lagoa D’Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lajes, Lajes Pintadas, Lucrécia, Luís Gomes, Macaíba, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Montanhas, Monte das Gameleiras, Monte Alegre, Mossoró, Macau, Nova Cruz, Olho D’Água do Borges, Ouro Branco, Passagem, Paraná, Paraú, Parazinho, Parelhas, Passa e Fica, Patu, Pau dos Ferros, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pedro Velho, Pendências, Pilões, Poço Branco, Portalegre, Porto do Mangue, Pureza, Serra Caiada, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Cruz, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, Santo Antônio, São Bento do Norte, São Bento do Trairi, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José de Mipibu, São José do Campestre, São José do Seridó, São Miguel do Gostoso, São Miguel, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Senador Elói de Souza, Serra Negra do Norte, Serra de São Bento, Serra do Mel, Serrinha dos Pintos, Serrinha, Severiano Melo, Sítio Novo, Taboleiro Grande, Taipu, Tangará, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz, Tibau, Timbaúba dos Batistas, Touros, Triunfo Potiguar, Umarizal, Upanema, Várzea, Venha-Ver, Vera Cruz e Viçosa.
Municípios em colapso
Almino Afonso, Antônio Martins, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, João Dias, Luiz Gomes, Marcelino Vieira, Martins, Paraná, Pilões, Rafael Fernandes, São Miguel, Serrinha dos Pintos e Tenente Ananias.

Municípios em rodízio
Já os municípios que enfrentam racionamento e estão em rodízio são: Acari, Afonso Bezerra, Água Nova, Alto do Rodrigues, Angicos, Assu, Barcelona, Bodó, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo grande, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Cerro Corá, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Fernando Pedrosa, Florânia, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itaú, Janduís, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, José da Penha, Jucurutu, Lagoa de Velhos, Lagoa Nova, Lajes, Lucrécia, Macau, Messias Targino, Olho D’água do Borges, Ouro Branco, Paraú, Parelhas, Passagem, Pedro Avelino, Pendências, Portalegre, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José do Seridó, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Severiano Melo, Taboleiro Grande, Tenente Laurentino, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal, Venha-Ver e Viçosa.

Postado por: Enrique de Mello Albuquerque
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terça-feira, 10 de maio de 2016

Manifestantes pró-governo liberam rodovias federais no RS

Os manifestantes contrários ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff liberaram todas as estradas federais que eram alvo de bloqueio desde o início da manhã desta terça-feira, 10, no Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, mais de 10 trechos tiveram o trânsito interrompido. Os atos fazem parte do Dia Nacional de Paralisações e Mobilização contra o Golpe, com eventos em diversos Estados. Os manifestantes levaram cartazes e gritaram palavras de ordem em defesa do governo federal. Em alguns pontos, houve queima de pneus.

Ao longo da manhã, as autoridades negociaram com as lideranças dos protestos para desalojar as rodovias. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF-RS), por volta do meio-dia todas as estradas federais no RS estavam liberadas. Às 14 horas, não havia nenhum novo foco de manifestação.

No início da tarde, no entanto, ainda havia pontos de mobilização em rodovias estaduais, como no km 224 da RSC-471, em Encruzilhada do Sul, e no km 380 da RSC-377, em Alegrete. De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar, neste segundo ponto estão reunidas cerca de 70 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Há três assentamentos nas proximidades do local. Outras vias estaduais já foram liberadas.

Os protestos desta terça foram convocados pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo. O objetivo, de acordo com os organizadores, é chamar a atenção da sociedade sobre a possibilidade de afastamento da presidente Dilma e pressionar senadores a votarem contra a admissibilidade do processo na quarta-feira, 11.

Vários Estados

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), há manifestações registradas em vários Estados, como Bahia, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

Durante a manhã, a Frente Brasil Popular, fez uma convocatória para que os manifestantes fossem às ruas. "Vai ter muita luta em defesa da democracia! O Brasil diz não contra o golpe!", diz uma mensagem postada no Facebook.

A CUT informou que os atos em todo o País são "em defesa da democracia, dos direitos trabalhistas sociais e humanos".

São Paulo

A Avenida 23 de Maio, importante via da capital paulista, foi bloqueada nos dois sentidos na altura do Terminal Bandeira, no Centro. Os manifestantes atearam fogo em madeira e pneus e liberaram a pista por volta das 8h30.

Houve também protesto na rodovia Hélio Smidt, que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e na Marginal do Pinheiros. Os manifestantes também interditaram a Marginal do Tietê, perto da Ponte do Tatuapé, sentido Castelo Branco. Na rodovia Raposo Tavares, no sentido São Paulo, o protesto foi de um grupo é formado por estudantes que reivindicam melhorias na merenda.

Interior paulista

Reivindicações salariais misturadas a protestos contra o processo de impeachment paralisaram o transporte coletivo em 11 cidades da região de Sorocaba durante o período da manhã. Em Sorocaba, os ônibus circularam das 4 às 6 horas e foram recolhidos às garagens.

Milhares de pessoas não conseguiram chegar ao trabalho. Manifestações dos sindicatos dos motoristas e dos metalúrgicos, ligados à CUT, interromperam o trânsito nos principais corredores viários. Um dos protestos foi realizado em frente à prefeitura.

Em Tatuí e Itapetininga, o transporte urbano também foi paralisado. Nas três cidades, a previsão era de que o serviço fosse retomado entre 10 e 11 horas. O sindicatos alegam falta de atendimento às reivindicações salariais de motoristas e cobradores, mas também criticam a tentativa de afastamento da presidente Dilma.

A greve se estendeu ao transporte urbano e intermunicipal de Votorantim, São Roque, Alumínio, Mairinque, Araçoiaba da Serra, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo e Itapeva.

Rio de Janeiro

Manifestantes contrários ao processo de impeachment bloquearam duas rodovias importantes do Rio, entre a madrugada e a manhã desta terça-feira. A Rodovia Rio-Santos foi fechada nos dois sentidos, por volta das 6h40, na altura do município de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. Segundo a PRF, os manifestantes espalharam pela pista pneus que incendiaram, na altura do quilômetro 394. Alguns portavam bandeiras da CUT. Por volta das 8 horas, a pista foi totalmente liberada.

Durante a madrugada, por volta das 4h50, os manifestantes também interditaram parcialmente a pista sentido Rio de Janeiro da Rodovia Presidente Dutra, na altura do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Eles também atearam fogo em pneus, o que exigiu a atuação de bombeiros. A via foi totalmente liberada às 5h30. Outro grupo de manifestantes se concentrava, por volta das 9 horas, na entrada principal da Refinaria Duque de Caxias (Reduc).

Paraíba

Em João Pessoa, o bloqueio foi no quilômetro 35 da BR-230. O trânsito está totalmente interditado para quem segue paras as cidades de Campina Grande, no interior paraibano, e Natal, no Rio Grande do Norte. Os protestos também são liderados pela Frente Brasil Popular, com grupos espalhados em vários pontos da cidade.

Eles fecham ainda o acesso a trens e a empresas de ônibus coletivo. Em Campina Grande, a interdição é na rotatória da BR-230 que dá acesso à cidade.

Rio Grande do Norte

Em Natal, o serviço de ônibus foi paralisado na região metropolitana durante a manhã. De acordo com a prefeitura da capital potiguar, táxis e ônibus fretados foram autorizados a fazer lotação durante a paralisação. Manifestantes também queimaram pneus no acesso ao campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vizinho ao viaduto na BR-101.

Pernambuco

O MST fez várias interdições no Estado, segundo a PRF. No interior, o trânsito está bloqueado nas dois sentidos das BRs 232, em Pesqueira, Agreste pernambucano, e na 101, em Goiana, na Zona da Mata. Já na Região Metropolitana do Recife, o protesto é no quilômetro 83 da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes.

Paraná

De acordo com a PRF, manifestantes do MST interditaram a Praça de Pedágio de Witmarsum, no quilômetro 340 da BR-277, em Palmeira. No Centro de Curitiba, foram colocados diversos balões em forma de coração, com a frase "Fica querida", em defesa da presidente Dilma.

Bahia

Os manifestantes fecharam vários trechos de rodovias baianas. No quilômetro 523 da BR-324, em Feira de Santana, a via foi interditada no sentido Salvador. Na mesma rodovia, em Candeias, o protesto fechou uma pista no sentido Feira de Santana. Já em Itabuna, a interdição foi no quilômetro 508 da BR-101. Na capital baiana, movimentos sociais interditaram a Avenida Suburbana.

Mato Grosso do Sul

De acordo com a CUT, apesar da chuva que cai no Estado, a BR-267 foi interditada no início da manhã.

EM

Postado por: Ygor I. Mendes

sábado, 7 de maio de 2016

Confira a programação completa do Festival de Teatro Infantil de Natal

Evento será de 7 a 22 de maio no Praia Shopping e Teatro de Cultura Popular.
Serão mais de 30 atrações; apresentações são gratuitas.



O Festival de Teatro Infantil de Natal promete movimentar a capital potiguar de 7 a 22 de maio com espetáculos teatrais para divertir, encantar e despertar a imaginação das crianças. Serão mais de 30 atrações em mais de 15 dias de programação gratuita que acontecem no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, na Cidade da Criança e no Praia Shopping.
Além das peças, o Festival traz shows musicais, apresentações circenses, oficinas e bate-papos sobre o futuro do teatro e da literatura infantil no RN.
Confira abaixo a programação oficial e completa:
07 de maio (sábado) | 16h | Praia Shopping
Tarde de autógrafo com Carol Levy
Circo Grock
08 de maio (Domingo) | 16h | Cidade da Criança
Show “Canta Bicho” com Carol Levy
Show da cantora Mirim Jhennifer Cunha
Palhaço Peteca
09 de maio (segunda-feira) | 15h | Teatro de Cultura Popular
Cascudo: Canta lá, Que eu conto Cá (Cia. Trotamundos)
10 de maio (Terça-feira) | 15h | Teatro de Cultura Popular
O Reizinho Mandão (Grupo Teart de Teatro)
11 de maio (Quarta-feira) | 15h | Teatro de Cultura Popular
Xô Xô Sujeira (Grupo Teart de Teatro)
12 de maio (Quinta-feira) | 09h | Câmara Municipal de Natal
Audiência Pública “Teatro Infantil em Natal”
Homenagem à Racine Santos
12 de maio (Quinta-feira) | 15h | Teatro de Cultura Popular
A Dama e o Vagabundo (Cia. Encantada)
13 de maio (Sexta-feira) | 15h | Teatro de Cultura Popular
Tic Tac: A televisão encatada (Tropa Trupe)
14 de maio (Sábado) | 17h | Teatro de Cultura Popular
Os Saltimbancos (Cia. Monicreques)
14 de maio (Sábado) | 16h | Praia Shopping
As Joanitas
Palhaço Peteca
15 de maio (Domingo) | 17h | Teatro de Cultura Popular
O Casamento da Dona Baratinha (Cia. Monicreques)
16 de maio (Segunda-feira) | 15h | Teatro de Cultura Popular
Um Principe e as Estrelas (Cia. Cênica Ventura)
17 de maio (Terça-feira) | 15h | Teatro de Cultura Popular
Fabulosas Delicadezas dos Elefantes (Cia. Cênica Ventura)
18 de maio (Quarta-feira) | 15h | Teatro de Cultura Popular
Estação dos Contos (Grupo Estação de Teatro)
19 e 20 de maio (Quinta e Sexta-feira) | 9h às 17h | Teatro de Cultura Popular
Oficina “Brincando de teatro: Jogos lúdicos para crianças” com José Neto Barbosa (Melhor Ator Prêmio Cenym 2015)
21 de maio (Sábado) | 16h | Praia Shopping
Trupe Canta Alegria
Carmem Pradella
G1GLOBO
Postado por: Ygor I. Mendes

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sábado, 20 de junho de 2015

Energia solar produz água no sertão do RN

Rayane Mainara/ Divulgação
Sistema alimentado por energia solar
Seis sistemas de dessalinização foram entregues no Rio Grande do Norte, um deles com painéis fotovoltáicos. Beneficiarão 1.500 moradores do semiárido.
Por: Rafaela Ribeiro – Editor: Marco Moreira
O governo federal, em parceria com o governo do Rio Grande do Norte, entregou, nessa quarta-feira (17/06), o primeiro sistema de dessalinização alimentado por energia solar. O projeto piloto, instalado no assentamento Maria da Paz, município de João Câmara (RN), oferta água potável para 220 pessoas. 
O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão, destacou três vantagens significativas do sistema de dessalinização solar: "Agora podemos atender localidades que tenham energia deficitária”, disse. “Os painéis fotovoltaicos garantem maior autonomia às comunidades, que deixam de depender da prefeitura ou outra instituição para arcar com a conta de luz e o custo per capta da adaptação para captar a energia do sol é baixo."
Os moradores do assentamento assistiram a cerimônia de entrega deste e de outros cinco sistemas que já estão operando em comunidades vizinhas, que beneficiarão 1.500 pessoas. Foram entregues os dessalinizadores das comunidades Açucena e Boa Sorte, também no município de João Câmara, Limão/Limoeiro, no município de Parazinho, Bom Sucesso, no município de Pedra Grande e Catinga Grande no município de São José do Seridó.
SOFRIMENTO
Dona Maria de Fátima, merendeira da única escola local e moradora do assentamento há mais de 12 anos, relatou o grande sofrimento da comunidade com a falta d'água. Ela contou que, enquanto algumas famílias conseguiam comprar água mineral para beber, outras tinham que beber a água que colhem da chuva (hábito comum na região). "A água da chuva que a gente junta de cisterna é suja, vem das telhas, carrega até inseto. É água que serve pra gente lavar roupa, usar no banheiro, mas não para tomar, mas como não tinha outra a gente tomava", lembrou. "As crianças tinham muito verme, diarréia. Era muito difícil." 
Ela se anima ao contar como mudou depois da chegada do Água Doce: "Hoje nós temos água boa, limpa. Essa água é de qualidade, é melhor que água mineral e é suficiente para a comunidade toda beber e cozinhar. É uma riqueza, a maior riqueza que poderíamos ter. Parece que estamos no céu", afirmou.
O presidente da Associação Comunitária do Assentamento Maria da Paz, João Maria Martins, afirmou que o PAD veio para mudar a situação local: "A gente tinha dois poços desativados e com o programa conseguimos reativar um dos poços. O Programa Água Doce foi um sonho, resolveu muita coisa aqui", assegurou.
TENDÊNCIA 
O coordenador Nacional do Programa Água Doce, Renato Ferreira, explicou que a unidade é um projeto piloto e a tendência é que ela seja implantada em outras comunidades rurais, pois o sistema aumenta a sustentabilidade energética, ambiental e social da comunidade. “Esse sistema utiliza energia limpa e ainda fornece uma autonomia para a comunidade que deixa de se preocupar com conta de luz”, ressaltou.  
Para a coordenadora estadual do PAD e secretaria adjunta de Recursos Hídricos, Ieda Cortez, o programa é muito importante para essa região marcada por assentamentos, pois traz uma solução permanente diante da escassez de recursos hídricos vivenciada no local. “O Rio Grande do Norte é o estado que tem uma incidência solar altíssima e temos que aproveitar isso, levar para outras regiões do estado como o Seridó, Autoeste e o Agreste", destacou.

SAIBA MAIS
O Programa Água Doce tem por objetivo estabelecer política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, por meio do aproveitamento
sustentável de águas subterrâneas, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização.  É uma ação realizada em parceria com diversas instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil.
O convênio com o Estado do Rio Grande do Norte tem como meta a implantação, recuperação e gestão de 153 sistemas de dessalinização, no valor de R$ 20 milhões. beneficiando 61,2 mil pessoas. 

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – (61) 2028.1165